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Este trabalho visa dar continuidade aos estudos poéticos referentes aos entrecruzamentos de conceitos próprios da Gravura – Monotipia - com os estudos de referências mitológicas. A obra original é composta de 42 caixas brancas, contudo para esta mostra selecionei algumas poucas, mas cheias de significados. Cada uma contém uma gravura ao fundo, sendo que sua referida matriz (a linha em si), é disposta na porção inferior da caixa. Segundo uma versão da história, Pandora recebera de presente uma caixa onde cada deus colocara um bem; tomada pela curiosidade em saber o que havia dentro da caixa, inadvertidamente ela abriu a mesma, liberando os bens ali contidos, restando somente a esperança. Creio que a proposta, onde uma seqüência de caixas abertas, onde se vê imagens de labirintos emaranhados, faz acreditar que a esperança projeta-se constantemente de cada módulo no desenrolar dos percursos – os quais sugiro como caminhos e descaminhos de nossa vivência. Cada caixa contém uma gravura distinta, uma matriz ímpar, uma esperança única, esperança essa que é por si um ato constante de esperar, desejar...
Letícia Costa Gomes Bacharel em Artes Visuais (IAD/UFPel), Especialista em Patrimônio Cultural (IAD/UFPel), Técnica em Desenho Industrial (IF-Sul/RS) www.estudiocollore.blogspot.com
Autor (a) : Letícia Costa Gomes
Fonte :
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